Olá, gente boa!

Essa semana não consegui escrever, pois estive empenhado em ajudar o amigo Valadares Filho na reconstrução da Secretaria de Estado da Cultura, uma promessa de campanha do governador Fabio Mitidieri que agora se concretiza. A convite dos dois e com o apoio de Fabiano Oliveira, aceitei estar à frente do cargo de Secretário Executivo da Secretaria. Com a determinação do governador, do Secretário Valadares e da equipe que estamos formando, iremos propor e planejar um grande projeto de Estado para a cultura de Sergipe.

Durante esse trabalho, conversei com diversos artistas, técnicos e gestores que podem contribuir para esse novo momento. A Secretaria está sendo construída do zero, e por isso, precisamos agir com cautela para minimizar erros. Nosso objetivo é contar com técnicos e gestores que se identifiquem com o fazer cultural de Sergipe e seus protagonistas, mas que também compreendam a importância de construir uma política cultural forte e permanente.

Nesse percurso, ouvi muitos argumentos válidos, mas também algumas colocações maldosas. Um exemplo foi quando alguém, sorrindo, me disse: “Você é danado, vive pulando de galho em galho, é o rei dos cargos!” Naquele momento, olhei bem nos olhos do sujeito, ri e me despedi sem responder. Essa pessoa me conhece há muito tempo, me ensinou muitas coisas e, por isso, resolvi encarar o comentário como uma brincadeira de mau gosto, algo que ele gosta de fazer.

Para quem interessar possa, estou na luta pela cultura há muito tempo, inclusive antes de muitos dos artistas atuais sequer nascerem ou se envolverem com a arte. E se querem saber, foi uma escolha! Escolhi viver da minha música e da cultura. Minha bandeira política sempre foi a cultura, nunca partidária. Cantei, gravei, fiz milhares de shows, compus, criei e lutei contra a ditadura com a minha música. Quando surgiu a oportunidade de atuar na gestão pública, a convite de Eugênia Teixeira, aceitei. Com muito aprendizado, desafios e até sofrimento, fui construindo uma trajetória na gestão, que, de certa forma, se tornou até mais sólida que minha carreira artística. Como artista, trabalhava para o meu sucesso; como gestor, trabalho para todos. E acredito que, na maior parte do tempo, tenho conseguido.

Já disse algumas vezes, mas gosto de repetir: sou fã do talento, do fazer bem-feito, da construção de projetos que impulsionem a cultura e que permitam aos artistas depender menos da gestão e aproveitarem ao máximo as oportunidades, que são raras no nosso meio.

Sempre acreditei, como Fischer, que a arte, por meio de suas representações, busca compreender as características próprias de um momento da sociedade e se manifesta como uma expressão social. O artista usa sua obra para relatar seu tempo. Mas, para fazer isso com qualidade, ele precisa estar bem informado, conhecer o passado e o presente para construir um futuro sólido e significativo com sua arte. Nossa responsabilidade é enorme, por isso, devemos fazer tudo com excelência.

As divergências sempre existiram e sempre existirão. Gestores, em sua maioria, nunca respeitaram os artistas que assumem cargos administrativos. Muitas vezes, quando se convidava um artista para a gestão, ouvia-se: “Cuidado, ele é artista!”. Nunca me importei com isso. Como dizem alguns, “furei a bolha”, sem me filiar a partido algum, apenas trabalhando pelo que mais acredito: a cultura.

Sou grato a todos que confiaram em mim ao longo dessa trajetória. Minha mãe, Susete, me ensinou o valor da gratidão, e sigo esse princípio com quem me deu oportunidades e acreditou no meu trabalho. Agradeço a Eugênia Teixeira, Jorge Lins, Luiz Antônio Barreto, Fabiano Oliveira, minha querida Ione Sobral, que me abriu portas no Brasil, ao amigo Elber Batalha e ao governador Jackson Barreto, que me concedeu a honra de ser Secretário de Estado da Cultura. Sou grato a Luciano Bispo, que me confiou a Diretoria de Comunicação da Alese, e atualmente, à querida Susana Azevedo, que acreditou no meu potencial para atuar na cultura dentro da Corte de Contas.

Também agradeço ao prefeito Edvaldo Nogueira, que me proporcionou assumir a Presidência da Funcaju, permitindo que eu trilhasse um caminho sólido na gestão pública atual, colocando novamente luz no meu trabalho. Agora, com alegria e compromisso, aceito este novo desafio ao lado de Valadares Filho, Fabiano Oliveira e Gustavo Paixão, com a aprovação do governador Fábio Mitidieri. Agradeço a confiança e a oportunidade.

Por isso, não pulo de galho em galho. Assumo posições que me convidam para as quais sei que estou preparado. Foi a cultura que me trouxe até aqui, e com ela seguirei até o fim.

Por fim, agradeço imensamente à minha família, amigos, artistas, fazedores de cultura, mestres, colegas, técnicos e músicos que torcem por mim. Espero que tudo caminhe para um futuro melhor. Hoje dia 24 de Março, às 14h30, no Palácio de Despachos Augusto Franco, começaremos mais uma jornada ao lado de Valadares Filho e de todos vocês.

Valeu!