Olá, gente boa!
Quer saber qual é a jogada? Tô aqui pra contar que abraço é tipo aquele super-herói que não usa capa, mas tem uns poderes que deixam qualquer Homem de Ferro no chinelo. Imagina só: ele acalma, afaga, abraça a alma e ainda te dá uma dose master de confiança. É tipo um upgrade instantâneo no ânimo, uma injeção de energia boa. E olha, os cientistas tão até comprovando isso: abraço reduz o coração disparado, fortalece o sistema imunológico e solta a oxitocina, o hormônio do love e da felicidade. Tudo isso num abraço, irmão!
Desde pivete, eu já entendia essa alegria dos abraços. Abraço da mãe, das irmãs, das avós, dos tios e tias, cê sabe. Até meu pai, Irineu, que não era muito de grude, dava uns abraços que eram mais valiosos que ouro. Só tinha um na família que parecia alérgico a abraços, o vovô José Domingues.
Esse tal de Zé Domingues, pro pessoal, era tipo o rei da noite, um baladeiro raiz. Curtia uns sons, sacava das músicas. Ele e o violonista João Argollo eram amigos de copo e canção, sabe? O vovô ficou sabendo que eu, o neto, estava aprendendo violão e já tinha jeito pra coisa. E o Argollo garantiu que eu já estava tocando feito mestre. Aí o vovô falou pro meu pai que ia me buscar toda sexta à tarde pra ouvir meu som. E não é que isso rolava mesmo?
Minha mãe me arrumava todo, preocupada pois conhecia muito a fama do avô, e eu ia com o Zé Domingues. Ela botava moral, perguntando a meu pai: “Onde ele leva meu filho, hein?” E meu pai mandava ela perguntar pra mim.
Aí, um dia, minha mãe perguntou. E eu, na minha igenuidadede, disse que era um lugar incrível, com o Argollo, Carvalhal, Carnera, General Graciliano e um bando de mulheres bonitas. E sempre que eu chegava lá, as moças me abraçavam muito e me davam pão de queijo. O detalhe? Eu nem sabia o nome nem onde ficava o tal lugar. E o que eu não sabia era que aquela casa top era, na verdade, um Cabaré de respeito, uma “Casa de Tolerância” como disse dona Susete.
Minha mãe proibiu na hora e eu perdi o passeio mais bacana que dava com Zé Domingues, o aprendizado com as lendas da música de Sergipe e, claro, os abraços e pão de queijo das belas meninas. Ah, essa minha inocência, viu?
Mas tá tranquilo. O que fica, fica, e essas histórias divertidas fazem parte da minha jornada. Me ensinaram que nada substitui um abraço e uma boa música. ⚡🤗🎶
