Olá gente boa!
Estou de volta para continuar compartilhando detalhes emocionantes sobre a minha jornada de 40 anos na música. Vamos falar sobre o meu quarto disco, Trilhos da Lua, que marcou uma mudança significativa em minha carreira e me conduziu a novos caminhos artísticos.
Em 1991, eu estava pronto para explorar novas possibilidades musicais, buscando um estilo mais clássico e menos focado na dança. Assim, dei início à gravação do meu quarto álbum. Naquele momento, eu tinha um contrato com o selo “Overseas” da gravadora “BMG/ARIOLA”, e a produção ficou a cargo da Casa da Música, liderada pelos talentosos Silvio Palmeiras e Djalma Oliveira, ambos da Bahia.
Para selecionar o repertório, enviei minhas próprias escolhas de músicas, mas também deixei espaço para que eles sugerissem outras faixas. Isso permitiu uma colaboração que garantiu a preservação da essência que eu queria para o álbum.
O resultado foi um disco com 10 canções cativantes e repletas de significado: “Caribe”, “Carinho Amor”, “Forró pra Clemilda” (de Neu Fontes e Markus Troleis); “Língua Mãe”, “Roda de Saia”, “Azul”, “Do Jeito que Der” (de Neu Fontes e Alexi Pinheiro); “Chega Nega” (de Neu Fontes, Dinho, Beto e Carlos Braga); “Vida Além” (de Valdir Afonjá); “Caetano, Suor e Folia” (um pot-pourri de Caetano Veloso); e “Trilhos da Lua” (de Neu Fontes), que também nomeou o disco.
Os arranjos, sob a direção do talentoso Tovinho, deram vida a essas canções, enquanto a capa foi habilmente projetada por Alberto Alcosa, complementada por fotografias capturadas por Fernando Souza. Todo o trabalho foi gravado no Estúdio Estação do Som em Recife.
O lançamento do disco, em 1992, foi marcado por um show especial na Casa Augustus. O evento contou com a participação dos Bacamarteiros de Aguada e do grupo São Gonçalo da Mussuca, que me inspiraram em minha pesquisa sobre cultura popular.
No entanto, esse disco marcou um ponto de virada em minha carreira. Durante esse período, percebi que minha paixão estava não apenas em estar no palco ou gravar discos, mas sim trabalhar nos bastidores, na produção e direção. Comecei a entender que não conhecia a visão artística da plateia e que não devia me considerar mais importante do que realmente sou.
Desde então, minha jornada tomou um novo rumo, e eu continuei a me envolver com a música de diferentes maneiras. Trabalhei em estúdio, compus, toquei, dirigi, pesquisei, escrevi e me dediquei especialmente à gestão pública da cultura.
Agora, aqui estou eu, celebrando 40 anos de trajetória musical, a Kuarup lançou dia 15 de Fevereiro o álbum “Som da História” em todas as plataformas digitais:
Som da História – Álbum de Neu Fontes | Spotify
Som da História by Neu Fontes on Apple Music
Som da História by Neu Fontes on TIDAL
Amazon.com: Som da História : Neu Fontes: Música Digital
Agradeço a todos vocês por estarem ao meu lado nessa jornada repleta de música e significado. Conto com o apoio de todos para seguir adiante.
