Olá, gente boa!

Há algum tempo, venho observando o cenário teatral sergipano. Tive o privilégio de conviver de perto com Jorge Lins, um verdadeiro baluarte do nosso teatro. Foi ele quem me introduziu ao universo teatral, permitindo que eu compusesse mais de 300 canções para o grupo Raízes. Denys Leão, um gigante na defesa da arte, sempre disposto a ajudar, tem um objetivo de vida admirável: construir seu próprio teatro, oferecendo à produção sergipana um palco digno. Aproveito este espaço, sem que ele tenha me pedido, para solicitar o apoio de todos na realização desse sonho do meu amigo Denys.

Lindolfo Amaral é um amigo de muitos anos e sou fã incondicional do seu trabalho no grupo Imbuaça. Tive o prazer de assistir a grandes espetáculos e de me impressionar com o talento de atores como Mariano Antônio, Izabel Santos, Tete Nahas, Vitória e Dinha Barreto, Cícero Alberto, Virginia Lúcia, Flávio Porto, Nadja Ipatinga, Markus Trolleis, Pierre Feitosa, Genival Nunes, Antônio Leite, Nilton Lucas, Iradilson Bispo, Manuel Cerqueira, Francisco Carlos, Maria das Dores, Valdice Teles, Rivaldino Santos, Rita Maia, Orlando Vieira, Angélica Gonçalves, Maurelina Santos, Valmir e Valquíria Sandes, Vieira Neto, João Costa, Lizete Feitos, Luiz Carlos Dy Santi, Eduardo Freitas, João Pinheiro, entre tantos outros brilhantes atores.

Recentemente, descobri uma nova safra de atores e grupos, e me encantei com o grupo Boca de Cena, liderado pelo talentoso Rogério Alves. Um batalhador incansável e inovador, acompanhado por Felipe Mascarello, Patrícia Brunet e uma nova geração de atores, atrizes, músicos e técnicos, que trazem vida a cada espetáculo desse grupo, nascido no Bugio e com certeza destinado a ganhar o mundo.

Durante minha passagem pela Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), reencontrei um grupo de jovens talentosos que formavam a Cia Alese de Teatro. Muitos deles, que conheci em Laranjeiras e no curso de Teatro da UFS, vieram de grupos profissionais do estado e apresentaram espetáculos sobre o poder Legislativo nos 75 municípios sergipanos. Nomes como Felipe Mascarello (Grupo Boca de Cena), Lidhiane Lima (Imbuaça), Éden Brisio (Cálice Cia de Artistas), Euler Lopes (Grupo A Tua Lona) e Talita Calixto (Grupo Imbuaça) têm deixado sua marca no teatro sergipano. Inclusive, Talita começou sua carreira no teatro no Grupo Raízes.

Infelizmente, a atual gestão da Alese não compreendeu a importância dessa política cultural e o impacto positivo que ela trouxe. Contudo, foi lá que conheci uma atriz de tamanho pequeno, mas de talento imenso, que logo capturou minha atenção. Como todos sabem, sou apaixonado por talento, e essa garota tem de sobra. Como é bom falar de gente sergipana talentosa. Talita Calixto é atriz! Como dizia minha bisavó: “Essa menina faz rir e chorar.” Ela trata a palavra com maestria, transitando do drama à comédia escrachada, da madame à mulher popular, com igual habilidade. Seja de máscara na Ópera do Milho, com o rosto pintado no Imbuaça, ou de cara limpa, ela sempre emociona e cativa todos os olhares.

Aracajuana, nascida e criada ao som dos papagaios e cajueiros, Talita Calixto escolheu ser artista, e uma grande artista ela é. Graduada em Licenciatura em Teatro pela UFS, fez dos seus mais de 15 anos de carreira uma jornada de experimentação e aprendizado. Passou três anos no Grupo Raízes, 14 anos no Grupo Imbuaça, com trabalhos intercalados no Grupo Boca de Cena, Grupo Retalhos, Cia Alese, Centro Cubos de Dança. Além de atriz, é produtora de eventos, oficineira, videomaker, iluminadora, circense, artesã, mulher e mãe.

Talita é uma dessas artistas que sabe exatamente por que está nas artes, sempre segura, antenada e feliz. Como uma cigana, segue com sua caravana, sorrindo, realizando no presente e de olho no futuro. Com certeza, ela segue o lema de Charles Chaplin: “Um dia sem sorrir é um dia desperdiçado.” E essa mulher forte, talentosa, competente e bela jamais desperdiçará um só dia da sua existência.