Olá, gente boa,

Em todos os significados da palavra “Patriota”, e são muitos, nenhum descreve que ser patriota é se orgulhar e adorar uma pátria que não é sua. Não é se transvestir de apaixonado por outro país, prestar continência a uma bandeira alheia, chorar pelo presidente dos outros e querer eliminar o seu próprio líder em nome de um Deus exclusivo e de uma cruz cujo peso nunca se soube carregar.

O mundo atravessa um momento de tensão e preocupação. A população, robotizada pelas “caixinhas da mentira” — celulares, tablets, redes sociais —, deixou de raciocinar, tornando-se zumbi da comunicação. Incutiram na mente do cidadão, especialmente dos jovens, adolescentes, crianças e até mesmo dos mais velhos, que todos possuem “lugar de fala”. Mas para termos lugar de fala, é preciso, antes de tudo, saber o que dizer.

Grupos econômicos internacionais poderosos, movidos pela ganância desmedida, acreditam estar acima da vida e da morte. Esses “super-homens e supermulheres”, sedentos por mais poder e pela ilusão da imortalidade, decidem os rumos da humanidade. Para eles, o lucro é mais importante que os valores culturais, identitários e nacionais. Sua estratégia é enfraquecer nossas peculiaridades e nos transformar em peças uniformizadas de um tabuleiro global, fáceis de manipular. Somos tratados como escravos digitais, construindo suas babilônias e defendendo pensamentos que nem são nossos.

O Cristianismo alerta para os tempos do Anticristo. Cada um dos primeiros sete selos do Apocalipse traz consigo um dos Quatro Cavaleiros: o Cavalo Branco, simbolizando a conquista mundial ou o próprio Anticristo; o Cavalo Vermelho, representando guerras e conflitos; o Cavalo Preto, trazendo fome e escassez; e o Cavalo Amarelo, trazendo a Morte. Outras tradições também apontam sinais de transições drásticas: o cometa Gochihr do Zoroastrismo, os rios de fogo que julgarão bons e maus; o Kali Yuga do Hinduísmo, a última era do universo, marcada pela maldade e sofrimento. Para os judeus, o Messias ainda virá para trazer paz eterna, mas Davi, em nome do Messias, segue massacrando seus filhos. Segundo os espiritítas, a Terra já está em transição, exigindo eventos drásticos como guerras e conflitos.

O que está desaparecendo é a liberdade e o poder de discernimento. A única manifestação tangível de Deus — nossa inteligência — esvai-se pelas teclas dos devoradores de pensamento. Estamos sendo engolidos por um mundo de mentiras, desordem e impunidade. Caminhamos para uma selva onde apenas os mais fortes sobrevivem. Seremos peças no jogo de poucos, onde quem tem um olho é rei.

Sou patriota porque amo meu país, minha cultura, meu estado e minha cidade. Respeito minha história e minha identidade. Não desejo mal a nenhum estrangeiro; quero viver bem em meu país e defenderei o que acredito ser essencial para minha terra: a música, as artes, a poesia e o cinema. Temos orgulho de nossas indicações, de nossas vitórias e do nosso reconhecimento no mundo.

Sou aracajuano, sergipano e brasileiro. Lutarei até o fim para preservar o que é meu sem lutar contra você. Contudo, não fugirei da raia se precisar defender minha pátria, meu lugar, minha gente, minha arte e minha cultura. Como dizia minha bisavó: “A saída sempre existe para quem não concorda e acha que o do outro é melhor: o aeroporto. E vejam se lá eles o aceitam como nós o aceitamos.”

Não sou adepto da ideia de que “farinha pouca, meu pirão primeiro”, pois juntos podemos ter mais farinha e, com certeza, mais pirão. Ser patriota é reconhecer e valorizar aquilo que é nosso, sem abrir mão do respeito ao outro. Essa é a verdadeira essência de amar nossa terra e nossa gente.

AINDA ESTOU AQUI! VIVA!

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