Olá, gente boa!
Nesta terça-feira, 24 de setembro, às 19 horas, acontecerá na Galeria de Arte Álvaro Santos (GAAS) a exposição do querido amigo Fernandinho Montalvão, intitulada “Passando o Tempo, Pintando o Set”. Uma mostra que reflete sua trajetória de vida e estará aberta ao público até o dia 4 de outubro.
Conheci Fernandinho nos anos 80, um verdadeiro revolucionário, quando cheguei ao seu bar, Gosto Gostoso, levado pelas mãos de Marcelo Barreto. Entrei de mansinho naquele “Aparelho Comunista” e me deparei com um círculo de pessoas incríveis e influentes, como Amaral Cavalcante, Eugênio Nascimento, Edberto Souza, Goizinho, Chico Buxinho, Céu, Ofélia, Edvaldo Nogueira, Daria e Andreia, Sucupira, Tonho Leite, Zé Duarte, Professor Paulino, Valdefrê, Deda e Milson Barreto, Davi Leite e Antônio Chocolate. Gente que marcou uma época e é impossível esquecer.
O Gosto Gostoso tinha uma atmosfera única. Fernandinho, um verdadeiro “Papa Jaca” de alta linhagem e apaixonado pela música nordestina, trazia ao seu bar tanto os grandes artistas nacionais, como Alceu Valença, Xangai, Elomar e Vital Farias, quanto os nossos talentos locais: Pantera, Chico Queiroga, César, Claudio Miguel, Paulo Lobo, Emanuel Dantas, Doca, Nino Karvan, Antônio Rogério, entre tantos outros que enriqueceram nossa memória musical.
Foi lá que conheci a força, a simplicidade e a capacidade de Fernandinho de viver em harmonia com o mundo e com todos ao seu redor. Um homem sarcástico, inteligente e, acima de tudo, do bem. Após o Gosto Gostoso, ele se tornou um produtor cultural e de eventos de grande destaque, com mais de 20 anos de trajetória, à frente de projetos importantes como o Forró Caju, o Projeto Verão e produções por todo o Nordeste.
Fernandinho é um amigo leal, sempre fiel aos seus companheiros. Ele pinta, declama versos, e, como bom revolucionário, é “duro sem perder a ternura”, como seu ídolo Che Guevara. Ou, como ele mesmo brinca, com o olhar “vagabundo de cachorro vadio” de Alceu Valença, seu compadre. A paixão pela pintura sempre esteve com ele desde a infância, mas só recentemente ele despertou seu lado artista nas artes visuais. Agora, ele pinta em tinta acrílica o set de sua vida, suas histórias e encontros, tudo com o sabor e o cheiro da maniçoba, da tripa de porco torrada, do frango a passarinho e de um sarapatel de deixar qualquer revolucionário com água na boca.
Venham prestigiar essa exposição única e vivenciar a arte de um homem que sempre fez história!
Galeria Álvaro Santos
24 de setembro, às 19:00 horas
