Olá, gente boa!

Quero compartilhar com você uma das experiências mais marcantes de minha carreira: a criação da “Ópera do Milho”. Tudo começou em 1996, quando tive a oportunidade de trabalhar na Secretaria de Estado da Cultura, durante a gestão do renomado intelectual Luiz Antônio Barreto. Foi nesse contexto que o conceito de “Sergipanidade” começou a ser elaborado, capturando a essência única da identidade sergipana e suas raízes históricas.

Em uma dessas ocasiões, o Secretário Luiz Antônio Barreto me envolveu em um projeto especial. Ele criou a ideia e teve a colaboração de Professora Aglaé Fontes de um espetáculo no Centro de Criatividade. Foi nesse cenário que conheci Moncho Rodriguez, um diretor e dramaturgo Espanhol, que estava conduzindo oficinas para a formação de atores, com uma equipe composta por professores de Portugal e Espanha.

Durante uma das aulas, ao observar uma cena que seria a abertura do espetáculo, uma melodia e uma letra emergiram naturalmente em minha mente. Essa inspiração resultou na primeira canção e no texto da “Ópera do Milho”. Moncho ficou entusiasmado com o resultado e me incentivou a compor mais músicas e cenas para o espetáculo. O que inicialmente era um projeto teatral evoluiu para uma ópera popular, uma jornada musical e artística única e nas paçavras do Moncho “Opera do Milho..

Com muitas cenas e letras para criar, solicitei a ajuda de meu amigo e parceiro Rubens Lisboa. Juntos, em um incrível processo criativo, desenvolvemos 16 canções em apenas dois dias. O espetáculo ganhou vida contando a história de Mariazinha, uma jovem que enfrenta uma gravidez inesperada e busca ajuda de amigos, familiares e até dos santos juninos. Com um elenco composto por mais de 100 talentosos atores, dançarinos, técnicos e músicos, a “Ópera do Milho” se tornou um sucesso estrondoso de público.

No ano seguinte, sob a direção de Lindolfo Amaral, recriamos o espetáculo e o levamos para o estúdio, onde gravamos um CD. Convidamos cantores populares para dar vida aos personagens e realizamos algumas adaptações. A ópera foi aclamada como uma das maiores e melhores do Brasil, servindo como uma expressão viva da Sergipanidade proposta por Luiz Antônio Barreto.

Esta experiência não só enriqueceu minha carreira, mas também representou a celebração de uma cultura rica e diversificada. A “Ópera do Milho” é a materialização de um grande esforço colaborativo, e estou incrivelmente orgulhoso de ter contribuído para sua criação e sucesso.