Olá, gente boa,

 

Já contei por aqui o quanto sou grato a todas as mulheres que contribuíram para a minha criação e para o meu caminhar nesta vida terrena. Todas foram — e são — muito importantes, cada uma do seu jeito, em seu tempo e com seu afeto.

 

Mas a primeira de todas, aquela que estava lá quando abri os olhos pela primeira vez, me olhando com ternura, me admirando e me dando todo o amor necessário para que eu chegasse com força, coragem e alegria nesta jornada… foi ela: minha mãe, Dona Susete.

 

Tão linda, a bela morena estanciana. Aos 20 anos, teve seu primeiro filho. Naquela época, assinava seu nome de solteira como Maria Susete Japiassu Silva. Depois, passou a se chamar Maria Susete Silva Fontes, ao casar com meu pai, Irineu Silva Fontes.

 

Filha do baiano de Esplanada, o conceituado barbeiro Luiz Alves, conhecido como Dedé Sombrinha, e da estanciana “da gema” Marrocas — firme, rigorosa e cozinheira de mão cheia —, minha mãe foi a segunda entre três filhas mulheres: Magarethe, Susete e Ielda. Mais tarde, nasceu o caçula, Augusto Antunes, o ponta de rama da família.

 

Estudou no colégio das freiras, encantava-se com os bailes em Estância e Aracaju, especialmente quando visitava suas tias por parte de pai. Foi numa dessas andanças que conheceu Irineu. Casaram-se e tiveram quatro filhos: eu, Ana Susete, Sandra e Simone.

 

Mesmo com todos os desafios, ela voltou a estudar. Formou-se em Assistência Social e em Direito. Ingressou na Prefeitura de Aracaju como assistente social, foi diretora de todos os centros sociais da capital e, com dignidade e firmeza, criou sozinha os filhos, nos ensinando o valor do caráter, da retidão e do amor.

 

Hoje, aos 85 anos, minha mãe continua sendo essa mulher forte, guerreira e loba: cuidando dos seus filhotes e dos herdeiros que chegaram depois. É mãe, avó, bisavó… e meu maior orgulho. É uma mulher que nunca fugiu de nenhum combate ou embate, e que segue ensinando aos filhos, netos e bisnetos o valor de quem somos — e, acima de tudo, que o ser humano é único e merece ser respeitado.

 

Neste Dia das Mães, rendo minha homenagem a todas as mães, em nome dela — minha Susete —, de Dona Cássia, minha companheira de vida, das minhas irmãs Ana, Sandra e Simone, e das minhas filhas, Érica, Tatiana e Tássia.

 

Sou um homem feliz e realizado com a presença de todas essas mulheres que me cercam e me fortalecem.

Feliz Dia das Mães!