Em 1981, vivenciei minha primeira incursão em um estúdio durante a gravação da canção “Voo Livre” para o disco do FSMPB, promovido pela TV Sergipe, no renomado estúdio WR em Salvador. Este estúdio, rapidamente, tornou-se uma referência musical na Bahia e em todo o Brasil. A partir desse momento, minha relação com estúdios se solidificou, buscando constantemente aprendizado.
Ao longo dos anos, explorei diversos estúdios, gravando na Somax em Recife e na Estação do Som do Maestro Tovinho, onde produzi quatro LPs e contribuí para projetos como “Aracaju Canta Aracaju”, “Bando de Mulheres”, “Canta Nordeste” e “Novo Canto”. Aqui, testemunhei o crescimento de estúdios notáveis como Visag e Estúdio Três de Jeferson Andrade.
Na virada do milênio, fundei o Estúdio Capitania do Som, onde, ao longo de uma década, participei da gravação, produção e direção de dezenas de trabalhos significativos. Artistas como Claudio Barreto, Kleber Melo, João da Passarada, e muitos outros, contribuíram para uma década de realizações notáveis. Agradeço a técnicos, músicos e produtores como Valdo França, Alex, Miltinho Goulart, Raimundinho Oliveira, Gilson Batata, Edy Felix, e tantos outros que compartilharam seu talento e profissionalismo.
Após mais de uma década, decidi retornar aos estúdios para gravar um álbum comemorativo pelos 40 anos de minha carreira musical. Escolhi o estúdio Franzon, sob a competente direção de André Franzon, cuja sonoridade remeteu-me ao Capitania do Som. Tive o privilégio de contar com a magia de Saulo Ferreira na direção e arranjos, juntamente com talentosos músicos como Italo Neno no teclado, Junior de Lima no baixo, Romulo Filho na bateria, e os metais da Lira Carlos Gomes de Estância.
Recebi ainda a valiosa contribuição da renomada cantora e professora de canto Rebeca Oliveira, responsável pela preparação vocal e direção de voz e back vocal do álbum. Meu parceiro Rubens Lisboa não só colaborou ativamente, mas também compartilhou composições no álbum, além de ser presença constante nas gravações de voz.
O resultado desse esforço conjunto foi o fantástico álbum “Som da História”, lançado em setembro pela Kuarup e disponível em todas as plataformas digitais. Assim como tantos outros projetos, “Som da História” foi gravado, mixado e produzido integralmente em Sergipe. Para o próximo ano, tenho planos de gravar mais dois trabalhos, contando com a participação de Alberto Silveira e Ricardo Vieira, verdadeiros monstros da nossa música.
Minha terra, meu lugar, não se inferioriza em nada em relação a outros centros importantes deste país. Apesar de termos uma extensão territorial menor, somos grandes em talento, criatividade e capacidade. Acreditem!
