Olá gente boa,

Desde menino, sempre gostei do Natal. Minha mãe, Susete, é apaixonada pelos festejos natalinos e começa a se preparar desde novembro para que sua casa esteja toda decorada com luzes, bolas, enfeites e, claro, uma grande árvore de Natal. Lá em casa, crescemos imersos no espírito dessa festa, que celebra o nascimento de Jesus. Quando crianças, colocávamos as bolas na parte de baixo da árvore, pois não alcançávamos os galhos mais altos – a árvore nunca tinha menos de dois metros! Foi assim que tomamos gosto pelo Natal, e hoje procuro fazer da minha casa um espaço cada vez mais iluminado e cheio de alegria natalina.

Minha irmã Aninha vive uma saudável disputa com minha mãe pelo tamanho da árvore, pela quantidade de Papais Noéis e pelos enfeites mais criativos. Sempre que viajo, faço questão de trazer para Dona Susete um novo enfeite de biscuit, e ela, orgulhosa, logo provoca: “Aninha, você já tem este?” É uma competição de alegria, luz e cor. Este também foi um ano abençoado para minha irmã Sandra, uma batalhadora que vence todos os desafios à sua frente. Simone, minha irmã caçula e avó novata, viveu um ano cheio de felicidade. E Fábio, meu irmão, se transformou em outro homem com o nascimento de sua filha – agora ele irradia alegria.

Aqui em casa, toda a família participa da decoração. No Natal, ninguém marca outros compromissos; estamos sempre juntos. Até Dona Cassia, que no início achava o Natal uma festa triste – por passar longe de sua família em Senhor do Bonfim, na Bahia –, hoje é a primeira a tirar os enfeites do armário. Ela guarda tudo com cuidado e carinho, cria novos ornamentos e transforma a casa em um lindo cartão-postal, muitas vezes se destacando no nosso condomínio.

Minhas filhas adoram a festa e enchem a árvore de presentes. Herdaram de mim o gosto por presentear, e já sabem que podem esperar mais de um presente por ano. Meus netos, então, vivem a magia do Natal: Hellen, com seus nove anos, ajuda Luan, de seis, a escrever a carta para o Papai Noel. Eles aguardam ansiosos, até o último sono, pela chegada do bom velhinho. É uma festa que virou tradição em nossa família.

Algumas pessoas, mais céticas, dizem que o Natal só serve para o comércio lucrar. Elas não deixam de ter um ponto, mas, para mim, o Natal é muito mais que isso. É tempo de refletir sobre o ano que passou e se preparar para o próximo. Todos os anos, enquanto admiro minha família e os amigos reunidos, penso: o que posso fazer para ser melhor? O que fiz de errado? Hoje, entendo que, se vivemos com dignidade, caráter e fé em nossos princípios, estamos no caminho certo. Não pauto minha vida apenas no ganho financeiro ou no poder; valorizo o que construí, minha família unida e feliz, celebrando cada dia de vida.

Nem todos os anos são como esperamos, mas 2024 superou as expectativas. Foi um ano de crescimento, realizações e reencontros. Reafirmei amizades verdadeiras com pessoas queridas como Alexi Pinheiro, Denys Leão, Antônio Rolemberg, Manuel Vasconcelos e Rubens Lisboa – parceiros de vida. Jorge Lins, mesmo que distante, sempre na mira. Genival Nunes e Abelardo Neto, autoridades máximas em bondade e sabedoria. Elber Batalha, meu querido irmão mais novo de coração. Roberto Bispo, cuja ausência no dia a dia é sentida, mas nunca esquecido. Luciano Bispo, ser iluminado, e Ione Sobral, amiga querida, junto com sua família. Cecilia e Matheus mesmo que distante sei que estão bem e felizes, Tiara, Celiene, Ezio e Alemão amigos queridos. E ainda lancei meu livro Som da História e aproveito e agradeço a Claudio e toda Família J. Andrade

Também reencontrei amizades de infância e juventude, como Susana Azevedo, mulher determinada e feliz. Meu colega do Salesiano, Edvaldo Nogueira, com quem compartilhei lutas por liberdade – muito obrigado pela oportunidade, amigo. Valadares Filho, Pedrinho Valadares. A família Augustus, sempre presente: Seu Augusto Celestino, Dona Nicinha, Fabiano e Lourival. E tantos outros que iluminam minha vida, como Lindolfo, Antônio Amaral, Cristiane, Célia, Paixão, João Gama, Jorge Carvalho, Esterzinha, Dilson Barreto, Hamilton Maciel, Marcos Melo, Coronel Fernando, Chico Buxinho, Lacerdinha, Professor José Fernandes, Chico Varela e Jackson Barreto.

Na Funcaju e no Tribunal de Contas, tive a honra de trabalhar com equipes incríveis. No TCE, Jaime, Kátia, Carlos França, Madalena, Igor, Hadda, Hudson e sua equipe trouxeram contribuições valiosas. Na Funcaju, Jacy Rosa Cruz, Fabrício, Solange, Bianca, Ellen, Grazi, Luana, Ângelo, Tatiana e Carlos com suas equipes foram peças-chave para um trabalho produtivo.

Aqui, sentado, contemplando a decoração de Natal, só tenho gratidão: a Deus, à espiritualidade, ao axé, à fé, à luz, à energia e à ancestralidade. Acredito que somos nós que fazemos acontecer, e espero continuar realizando muito no ano que se aproxima.

Feliz Natal e um Ano Novo repleto de luz, paz e harmonia!