Olá gente boa,
Hoje é dia de falar delas.
Das mulheres que moldam o mundo sem fazer alarde, que sustentam a vida com gestos simples, com coragem silenciosa e com um amor que muitas vezes não cabe nas palavras.
Neste “Dia Internacional da Mulher”, eu poderia falar de muitas mulheres que admiro, que caminharam ao meu lado na arte, na cultura, na política e na vida. E foram muitas mesmo. Mulheres fortes, talentosas, generosas, que me ensinaram muito sobre sensibilidade, resistência e humanidade.
Mas hoje quero começar por aquelas que são o meu próprio jardim.
Minha mãe Susete, que com firmeza e ternura me ensinou desde cedo o que é amor, cuidado e dignidade. Mulher que transformou luta em proteção e fez da família um lugar de abrigo. Muito do que sou nasceu ali, nos ensinamentos silenciosos e na força do seu exemplo.
Minhas irmãs Ana, Sandra e Simone, cada uma com seu jeito, suas cores e seus caminhos. Crescemos entre risadas, desafios, sonhos e pequenas confusões da vida cotidiana. E olhando hoje para trás, percebo que cada uma delas ajudou a formar o homem que me tornei.
Depois veio Cassia, minha companheira de vida. Amor que virou casa, porto seguro, ninho onde aprendi o verdadeiro sentido da parceria. Cassia esteve comigo nas horas boas, mas principalmente nas horas difíceis — e são essas que realmente revelam quem caminha ao nosso lado.
E vieram nossas filhas: Érica, Tatiana e Tassia. Três flores que nasceram dentro da nossa história e que transformaram completamente o meu olhar sobre o mundo. Filhas que cresceram rápido demais para um pai que ainda guarda na memória cada desenho colado na geladeira e cada pequeno gesto que virou um quadro eterno no coração.
E agora a vida nos presenteia com Hellen, minha neta, luz nova que corre pela casa trazendo de volta a alegria da infância. Uma dessas presenças que fazem o tempo parar por um instante e lembrar que a vida continua se reinventando.
Cada uma delas é uma pétala desse jardim que carrego dentro de mim.
Cada uma delas ajudou a construir o meu caminho.
Mas também quero lembrar aqui de tantas outras mulheres que passaram pela minha vida: amigas, artistas, professoras, companheiras de trabalho, gestoras culturais, brincantes da cultura popular, mulheres da música, do teatro, da dança, das comunidades, das escolas e das ruas de Sergipe.
Mulheres que criam, que resistem, que educam, que organizam, que sonham e que seguem abrindo caminhos para o mundo ser mais justo, mais sensível e mais humano.
Se hoje escrevo, canto e sigo acreditando na cultura e na vida, é porque muitas mulheres me ensinaram a não desistir do que vale a pena.
Por isso digo com o coração aberto:
Minhas mulheres são minhas rosas.
Cada pétala delas é um pedaço de esperança.
E hoje tenho também mais alguém ao meu lado para aprender comigo a compreender, respeitar e valorizar todas essas mulheres: meu neto Luan Miguel, o meu cravo nesse jardim da vida. É com ele que sigo cultivando esse olhar de carinho, de respeito e de admiração por cada mulher que faz o mundo florescer.
Porque o mundo só floresce quando as mulheres florescem.
