Olá gente boa!
No mês da consciência negra, Gostaria de compartilhar uma experiência marcante da minha jornada como funcionário da Secretaria de Estado da Cultura. Em um momento especial, tive a honra de trabalhar com o renomado intelectual e profundo conhecedor da memória e da cultura, Luiz Antônio Barreto. Essa oportunidade única surgiu quando fui convidado por ele para acompanhá-lo em uma reunião no Instituto Histórico de Sergipe.
Nesse encontro, pude estar ao lado de líderes engajados de diversas entidades que dedicam suas energias à luta contra o racismo e a desigualdade racial. Entre essas organizações, estavam o SACI, a Casa de Cultura Afro de Sergipe, o Grupo Quilombo e Terreiros, entre outros. Lideranças notáveis, como Severo D’Celino, Carlos Trindade, Irivan de Assis, Pedro Neto, Cleanis e Marizete, estiveram presentes, unindo forças para discutir as comemorações dos 300 anos de Zumbi.
Fui privilegiado por ser escolhido para coordenar e produzir a parte artística das celebrações. Encarei essa responsabilidade com entusiasmo e comprometimento, sabendo da importância do evento e do seu impacto na conscientização sobre a história e cultura afro-brasileira. Enquanto me dedicava a esse papel, alguns membros do movimento me chamaram de “Parmalat”. Encarei isso como brincadeira e com humildade, mantendo meu foco no objetivo de realizar o melhor trabalho possível.
O resultado dessa colaboração foi uma grandiosa comemoração, repleta de significado e arte. O evento contou com apresentações de bandas locais e artistas selecionados pelas entidades, incluindo nomes como Tribo de Jah e Dianorina. Além disso, seminários enriquecedores e uma marcante caminhada enalteceram a memória de Zumbi e a importância da luta contra o racismo.
Durante essa trajetória, fortaleci laços de amizade com Carlos Trindade, a quem já conhecia por meio de seu envolvimento com handebol, e ganhei a estima e respeito de líderes como Severo, Irivan, Pedro Neto e Cleanis, entre outros. Pessoas que, assim como eu, estão empenhadas em enfrentar os desafios do combate ao racismo em uma sociedade que, por vezes, demonstra hipocrisia diante da rica diversidade de sua população, além de conhecer o pensamento de Beatriz Nascimento.
Participar das discussões e contribuir ativamente nas comemorações dos 300 anos de Zumbi foi uma experiência inestimável e uma honra. Olhando para trás, sinto-me gratificado por ter tido a oportunidade de desempenhar um papel significativo nesse evento marcante para a cultura e história afro-brasileira.
