Olá gente boa!
Valdelito Nascimento ou Lito Nascimento nasceu em Alagoinhas, na Bahia. Começou a tocar em meados de 1968 e 1969. Já dava canjas com a orquestra Os Turunas. Em seguida, foi contratado profissionalmente para tocar na banda de baile Os Milionários. A guitarra baiana veio com o gosto pelo frevo e choro. Ele disse que suas influências musicais vêm de berço, pois seu pai, Miro, tocava bandolim e fazia rodas de chorinho. E lá conheceu a música de Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo. Logo, o menino Lito mudou-se para Salvador e foi contratado pelo Trio Marajó. Daí foi sendo visto e virou referência na guitarra baiana, Trio Elétrico Tupinambás, de São Sebastião do Passé – BA; Trio Elétrico Tapajós seu maior palco; Trio Elétrico Novos Bárbaros. Ele agora estava nos mesmos palcos de grandes artistas que ele respeitava e admirava, Armandinho Macêdo, Pepeu Gomes, Novos Baianos e Moraes Moreira.
Tocamos juntos e fizemos turnê pelo sudeste, no lançamento do Cajueiro dos Papagaios, disco em parceria com Lula Ribeiro e Paulo Lobo. O LP foi um marco na produção musical sergipano, financiado totalmente por uma empresa privada do amigo Luciano Nascimento, a “Cocil Dados”, e que deu a mim e a Lula a possibilidade de viajar por boa parte do Brasil. Levamos a banda base do circo. A relação com Lito, na viagem, não foi das melhores. Eu e Lito sempre tínhamos alguns pontos de vista diferentes, na questão da produção. Éramos uma equipe e com todo o meu respeito e admiração à história, à música e ao músico Lito, sempre tratei todos iguais. No fim da turnê nos entendemos e a admiração multiplicou.
Sobre Lito ouvi citações de artistas importantes. Moraes Moreira contou-me que subia à avenida sete, saindo da praça Castro Alves, atrás do Trio Tapajós, acompanhando os solos de Lito. E fui alimentando a vontade de cantar com ele naquele trio. Luiz Caldas falou-me que sua maior inspiração foi Lito. Ele deu a primeira oportunidade de trabalho no Tapajós: – Eu tocava na banda que fazia o esquenta do Tapajós e depois ficava aprendendo com Lito e sua guitarra mágica.
A importância de Lito Nascimento transcende o simples ato de tocar, pois ele dedica toda a sua alma à música e à sua vida. Lito personifica a música, o silêncio e o som, desde a praça Castro Alves até Fausto Cardoso, do Carnaval da Bahia ao Précajú. Lito é a própria essência da alma e da música. Já sugeri ao meu amigo Fabiano Oliveira que cada edição da Festa tenha um homenageado, como o “Ano Lito Nascimento”, o “Ano Rogério” ou o “Ano Cid Natureza”, e assim por diante. Dessa forma, todos os artistas participantes poderiam prestar homenagem a esses talentosos artistas de Sergipe. E, como Caetano Veloso disse uma vez: “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu.
