Olá gente boa,
Na última sexta-feira, 24 de janeiro, consegui tirar dona Cássia de casa, aproveitando o grande carinho que ela tem pelo artista que iria se apresentar. Para completar, levei também nossa linda neta, Hellen Samira, que sempre nos acompanha em momentos como este. Infelizmente, desta vez, Luan ficou com a mãe, mas adoramos realizar esses passeios com nossos netos. Seguimos rumo ao Museu da Gente Sergipana, mais precisamente ao Café da Gente, para vivenciar uma noite inesquecível naquele espaço tão bonito e inspirador. Nosso destino? O show “De Agora Em Diante”, do querido amigo, irmão e parceiro Rubens Lisboa.
Rubens, com seus inúmeros discos gravados — muitos deles contendo músicas autorais em parceria comigo —, é um verdadeiro intelectual da música. Pesquisador, estudioso e de caráter exemplar, ele inspira os homens de bem. Durante a apresentação, brindou-nos com músicas inéditas, canções de seus discos e interpretações únicas de clássicos nacionais, sempre com sua marca e sensibilidade.
Acompanhado pelo talentoso Diogo Montalvão no teclado, que trouxe sofisticação aos arranjos, e pelo brilhante Denisson Cleber, que, com sua habilidade no violão, baixo e vocais, agregou sensibilidade e precisão, a música ganhou ainda mais vida. Para completar, tivemos o mestre da percussão Ton Toy, um amigo querido e talentoso, cujos toques sempre enriquecem qualquer espetáculo.
Foi uma noite memorável: ingressos esgotados, uma plateia participativa, sonorização impecável — mérito da equipe de Riqueza — e uma produção conduzida com muito cuidado e excelência, garantindo um ambiente agradável tanto para os artistas quanto para o público. O pessoal do café também merece nota 10 pelo atendimento!
Enquanto assistia a tudo isso, lembrei-me dos abnegados produtores culturais de Sergipe, cuja dedicação é fundamental, mas cuja quantidade, como Rubens pontuou, é pequena. Imediatamente vieram à mente nomes como Josedson Dórea, o nosso Jô Produções de Lagarto, que atua desde os anos 80; José Américo – Sucupira quantos trabalhos juntos; Fernando Montalvão do Gosto Gostoso para o mundo; Solange Gomes, que iniciou sua trajetória ao meu lado, quando ela fazia dupla com Esmeralda, a Mel; minha querida Mersinha Barreto, gigante e trabalhadora; Simone Fontes, minha irmã caçula, profissional e criativa; e Jorge Lins, que sempre conciliou teatro e produção, de quem aprendi muito. É importante diferenciar produtor de empresário: o primeiro é responsável por viabilizar a produção de bens(artista) ou serviços(show), enquanto o segundo cuida da gestão econômica.
Entre os novos talentos, destaco J. Victor Fernandes, poeta, escritor, produtor cultural, especialista em eventos multiculturais e compositor. Conheci J. Victor no Festival Secanção, onde apresentou-se com seu parceiro musical, João Ventura. Desde jovem, ele faz da escrita o caminho de sua vida, preocupado não só com a palavra, mas com o impacto que ela causa. Ele transcende sua zona de conforto, buscando novos horizontes e mostrando que, no campo artístico, nada se alcança sozinho: tudo é construído no coletivo.
Com essa visão, nasceu o produtor J. Victor Fernandes, que entende a arte e a cultura como alimentos essenciais para o espírito, capazes de provocar reflexões e sentimentos profundos. Ele acredita que, assim como o oceano é formado por rios que convergem para seu destino, a arte precisa alcançar a todos, ampliando sua força e impacto.
Ao longo de mais de uma década de trajetória profissional, J. Victor consolidou-se como um dos grandes nomes da produção cultural de Sergipe. Criador da Dom Produções, ele valoriza e promove a música e a cultura do estado. Apaixonado por eventos multiculturais, ele vê neles uma oportunidade de exaltar nossa riqueza cultural. Atualmente, é o curador do espaço cultural do Café da Gente Sergipana e segue produzindo em diversos cantos do estado, deixando sua marca com profissionalismo, competência e criatividade.
Victor Fernandes, tão necessário, tão bom. É uma inspiração para todos nós.
