Olá, gente boa

 

Minha vida dedicada à cultura tem sido um aprendizado constante, não apenas no campo cultural, mas também de vida, relações e convivência. Em cada espaço e instituição por onde passei, deixei companheiros e amigos que fiz na labuta diária. Fui diretor do Teatro Atheneu, do Espaço Gonzagão, do Teatro Tobias Barreto, diretor técnico da Fundesc e da Funcaju, secretário municipal de Cultura de Laranjeiras, secretário de Estado da Cultura, diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, mais recentemente à frente dos trabalhos de Cultura no TCE e, há pouco mais de três meses, presidente da Fundação Municipal de Cultura – Funcaju. Em todos esses cargos, carrego lembranças de pessoas e momentos marcantes. Embora minha passagem por alguns deles tenha sido breve, acredito que os cargos não se ganham nem se perdem: apenas estamos neles temporariamente.

 

Cheguei à Funcaju para uma gestão curta de menos de quatro meses, mas cheia de intenções e surpresas. Foi um momento de consolidar minha ideia de gestão e reafirmar o que acredito sobre o fazer cultural. Em cada lugar por onde passei, aprendi e vivi momentos maravilhosos ao lado de servidores, artistas e técnicos que marcaram minha trajetória.

 

Na Funcaju, encontrei uma equipe bem estruturada e extremamente capaz. Começando pelo gabinete, destaco a chefe de gabinete Grazi, forte e graciosa, competente, atenciosa e determinada — uma mulher que transpira honestidade e força. A secretária Luana, cujo nome reflete perfeitamente sua essência: bela, guerreira, atenciosa e competente. Este gabinete florido é complementado pelo eficiente e profissional Ângelo.

 

Na diretoria financeira, a triatleta campeã Tatiana lidera uma equipe fantástica composta por Sheila, Nailson, Acidália, Victor, Fabiana, Anne, Nikolly, Izabella, Daniella, Diran, Luis Carlos, Áurea, Anderson e José Hamilton. Eles são profissionais fundamentais, que garantem a execução dos processos administrativos, pagamentos e prestações de contas.

 

Na Procuradoria, o jovem e competente Carlos lidera uma equipe admirável, composta por Lili, Camila, Tatiane, Samuel, Maria Vitória, Filipe e João Victor. Além de juristas excelentes, eles amam a cultura, o que torna o trabalho mais eficiente. Contamos ainda com Ana Angélica e Luiz Felipe na CETI.

 

Na diretoria de Eventos, Fernandinho Montalvão, o “cabra velho” e lenda da produção cultural, é um símbolo do Forrocaju e lidera com maestria sua equipe — Monica, Danielle e o nosso Lambe-Lambe (Fotografo) Barreto — que realiza um trabalho gigantesco, apesar da equipe reduzida.

 

Na diretoria de Cultura, Pedro, um homem experiente, lidera uma equipe coesa formada por Fabrício, Ícaro, Ricardo, Anny e Solange. Cada um, com suas habilidades únicas, contribui para o sucesso das ações culturais.

 

Na coordenação de Comunicação, encontrei um “Raio de Luz”: Ellen, uma jornalista experiente e talentosa que comanda sua equipe de jovens comunicólogos e publicitários — Cáritas, Marcius, Joyce, Carolina e Victor — com o apoio de Hot Black, um profissional adaptado à gestão pública e defensor da cultura periférica.

 

As unidades da Funcaju merecem destaque especial. A Oficina Escola Valdice Teles, sob o comando de Seu Paulo, conta com uma equipe dedicada de funcionários e professores, e acolhe mais de 800 alunos. A Biblioteca Ivone de Menezes, liderada por Verônica Cardoso, é um exemplo de criatividade e dedicação. O Arquivo Público de Aracaju, com Nayara Barbosa à frente, e o Centro Cultural de Aracaju, liderado por Thaís Pereira e Ana Cláudia, também brilham em suas respectivas áreas e a nossa arquiteta Ana Carolina tão determina na proteção do Patrimônio. Por fim, a Galeria Álvaro Santos, uma joia da coroa com 60 anos de história, vem sendo revigorada sob a liderança de Bianca Leite e Jacy Rosa Cruz e equipe. Além de amigos queridos que reencontrei Nildete, Ana Badilai, Jusara, Pedrinho Mendonça, Chicão, como a todos os outros colaboradores, muito obrigado.

 

Agradeço profundamente a todos que fazem parte da Funcaju. Trabalhar com cultura é lidar com desafios diários e, muitas vezes, enfrentar aqueles que não compreendem sua importância. Por isso, reafirmo: extinguir ou desvalorizar uma instituição de cultura é um crime contra a história e a identidade de uma cidade.

 

Agradeço ao prefeito Edvaldo Nogueira e ao Vereador Fabiano Oliveira pela oportunidade de liderar esta fundação, mesmo que por um breve período. Cultura é história, tradição e identidade. Uma sociedade com uma cultura forte enfrenta com mais vigor os desafios em educação, saúde, segurança e meio ambiente. E é com esse pensamento que encerro minha gestão no dia 31 de Dezembro de 2024, grato e inspirado, sabendo que deixei minha contribuição para a cultura aracajuana.