Olá, gente boa,

Minha trajetória profissional nas artes e na cultura começou aos 20 anos, mas, desde os 9 anos, já subia ao palco para tocar meu violão clássico no Conservatório de Música de Sergipe. Aos 14 anos, comecei a compor e participar de festivais de música, cantei em centenas de palcos, gravei discos, produzi inúmeros outros, tive um estúdio de gravação profissional, o Capitania do Som, e entrei na gestão pública como diretor de Cultura da Fundesc nos anos 90. De lá para cá, foram muitos projetos, batalhas, alegrias, tristezas e, principalmente, aprendizados.

Com o tempo, fui percebendo que muitas ideias, tentativas de projetos, editais, políticas públicas, conferências, conselhos, discursos calorosos — que me renderam tanto desafetos quanto afetos carinhosos — não são suficientes para que nossa cultura e arte em Sergipe e no Brasil se desenvolvam como deveriam. Precisamos pensar como as outras áreas. Tenho certeza de que, se nossa cultura fosse valorizada como deveria, não teríamos tantos problemas nas áreas de educação, saúde e segurança. A cultura e a identidade nascem com cada um de nós, o resto a gente aprende com a vida.

Percebo que a qualificação técnica é essencial para manter nossa arte viva e relevante, e que faltam profissionais capacitados para gerenciar projetos culturais de forma séria e competente. “Quando temos um governador jovem, com uma visão voltada para o futuro, antenado e com a vontade de acertar, surge a possibilidade de uma verdadeira transformação. Nesse momento, Fabio Mitidiera trabalhar junto com seu Vice Zezinho Sobral, para que a ideia da criação da Universidade Estadual de Sergipe se concretize, e por que não incorporar a criação da primeira Escola Técnica de Arte e Cultura de Sergipe. Sem dúvida, esse seria um passo decisivo para a preservação e valorização da nossa identidade cultural. Seria um grande passo para preservar e valorizar nossa identidade cultural. A escola não só formaria artistas técnicos, mas também gestores culturais capacitados para enfrentar os desafios de um mercado em constante mudança.

A ETACS-LAB não será apenas uma escola, mas um projeto de resistência cultural, uma oportunidade para fortalecer a cultura de Sergipe e do Brasil. Escolher o nome de Luiz Antônio Barreto, que dedicou sua vida à cultura sergipana, para essa escola, é uma homenagem justa e necessária. A criação da ETACS-LAB será crucial para a formação de profissionais que compreendam a importância da cultura no desenvolvimento econômico e social, além de promover a economia criativa e gerar empregos.

A criação da Escola Técnica de Arte e Cultura de Sergipe Luiz Antônio Barreto – ETACS-LAB é, sem dúvida, um passo fundamental para a valorização e o fortalecimento da nossa cultura. A metodologia da escola será inovadora, com cursos técnicos em áreas como música, teatro, dança, artes visuais, audiovisual, gestão cultural, além de cursos livres em fotografia digital, arte urbana, cerâmica e produção de podcasts. Com infraestrutura planejada, como estúdios e laboratórios, a ETACS-LAB será um centro de aprendizado, preparando alunos para os desafios do mercado cultural e da gestão cultural.

Acredito que, com essa escola, podemos transformar nossa cultura e economia, garantindo que as futuras gerações não apenas conheçam a riqueza cultural de Sergipe, mas saibam como utilizá-la de maneira estratégica e criativa. A ETACS-LAB será um catalisador para a transformação cultural, econômica e social do nosso estado.

Em meus textos sobre cultura e arte, sempre enfatizo a importância de olhar para a nossa história e cultura com um olhar crítico e inovador. A ETACS-LAB representa uma proposta ousada e necessária para que as futuras gerações não apenas conheçam a riqueza cultural de Sergipe, mas também saibam como utilizá-la de forma estratégica e criativa. A escola, ao oferecer uma formação de qualidade e inclusiva, será um catalisador para a transformação cultural, econômica e social do nosso estado. Com a minuta do projeto pronta para análise dos técnicos, acredito na juventude, no empreendedorismo e na visão dos nossos gestores maiores do governo, e proponho que pensemos assim também com a cultura.

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