Olá gente boa,
É de ponta de pé, calcanhar,
Saber que nasce do chão,
Passo firme, reza e canto,
Corpo em comunicação.
É palavra que não se escreve,
Mas vive na tradição.
Folkcomunicação é isso:
O povo ensina a saber,
Na dança, no gesto e no rito,
No modo simples de ser.
É o corpo falando ao tempo,
Sem nunca se esquecer.
Antes do livro e do papel,
Antes da tese formal,
Já existia o saber do corpo
No sagrado ritual.
Canto, fé e movimento
Como lição ancestral.
Hoje o Encontro se inclina
Com respeito e devoção,
Pra saudar quem fez da dança
Caminho de oração.
Mestres do São Gonçalo,
Raiz viva da nação.
Sales pisa firme o tempo,
Ranulfo canta o ancestral,
Paulino sustém a roda
Com saber tradicional.
Manoel e Epídio escuta o silêncio,
Neilton guia o ritual.
Com luta, fé e coragem
Brilharam no chão da história,
Deixando em cada passo
Um legado de memória.
Cultura que segue viva
No corpo e na trajetória.
Braulio uniu livro e terreiro,
Fez do povo sua razão,
Transformou saber em ciência
Sem perder o coração.
Guardião do folclore vivo,
Mestre da tradição.
E Verônica, luz serena,
Fez da pesquisa missão:
Mostrou que o chão tem voz
Pra quem escuta com atenção.
Mesmo ausente no corpo,
Vive em cada geração.
