Olá, gente boa,

Há muito tempo venho atuando na cultura e na gestão pública, sempre buscando mostrar aos governantes a importância de investir nesse imenso potencial que Sergipe tem. Temos talentos brilhando nas mais diversas áreas: música, teatro, dança, audiovisual, artes visuais, cultura popular, gastronomia, patrimônio material e imaterial, grafite, break, games, artesanato, Economia Criativa e empreendedorismo. Artistas que se destacam no cenário nacional e internacional, mas que, muitas vezes, são pouco reconhecidos aqui na nossa terra.

 

Esse trabalho incansável pode, sim, desgastar quem ama a cultura. Afinal, o artista não vive só do talento. Ele precisa estudar, se qualificar, e encontrar oportunidades para viver dignamente do que produz. É claro que ninguém quer viver à sombra do governo, seja ele federal, estadual ou municipal. No entanto, a cultura precisa de um olhar mais atento e comprometido. Ela gera emprego, renda e sustentabilidade não apenas para os artistas, mas também para os municípios que a abraçam.

 

Foi nesse espírito que me reuni com os candidatos Luiz Roberto, para prefeito de Aracaju, e Fabiano Oliveira, vice. Ao entrar na sala, já me deparei com Luiz, bloco de notas em mãos e caneta pronta. Fiquei surpreso, nunca tinha visto um político tão atento em uma conversa sobre cultura! Depois dos cumprimentos, Luiz foi direto: “Neu, o que queremos fazer pela cultura de Aracaju?” Contei a ele sobre os projetos da Funcaju, dei um panorama das ações e fui logo falando dos anseios da classe artística – além de alguns sonhos que carrego como artista e gestor.

 

Luiz Roberto anotava tudo, interagia e questionava: “Como podemos realizar isso?” E, de repente, ele dizia: “Sei como fazer.” Falamos da nossa cultura, esse patrimônio único que nos pertence. Ela é o reflexo fiel dos nossos hábitos, costumes, crenças, e produções artísticas. Também conversamos sobre a cultura de massa, que, voltada para o entretenimento, gera empregos e renda em larga escala. São visões diferentes, mas que merecem o mesmo respeito e cuidado.

 

À noite, tivemos um encontro histórico com a classe artística, o trade turístico, e o pessoal de eventos e entretenimento. Foi o único candidato a convidar esses setores para uma conversa tão aberta. Mais de 800 pessoas participaram, e a energia foi contagiante. Aquele momento ficará marcado na história da cultura de Aracaju. Se Luiz já havia me impressionado antes, ali ele superou todas as expectativas. Sua fala foi direcionada, conhecia a gestão pública e mostrou um compromisso real com a cultura. Fiquei profundamente feliz por tê-lo conhecido mais de perto.

 

Ele falou da reestruturação que vai colocar em prática já no primeiro ano, com a Lei de Incentivo Edvaldo Nogueira, criando mais um mecanismo de fomento para a nossa capital. Essa lei, pioneira no Brasil em 1987, acabou defasada com o tempo, mas Luiz promete reavivá-la já o primeiro ano de gestão. Também anunciou a criação de uma escola profissionalizante para as artes, oferecendo formação e qualificação aos fazedores de cultura e aos profissionais de entretenimento e eventos. E, claro, destacou a necessidade de colocar Aracaju em todos os parâmetros nacionais, revisando o Sistema Municipal de Cultura, com um conselho ativo, um plano estruturado, e a criação do Fundo Municipal de Cultura. Começando com 1% e chegando a 2% dos recursos da Prefeitura ao final da gestão, isso seria um ganho essencial para manter uma política de estado, e não apenas de governo.

 

Luiz foi claro: “Precisamos de um orçamento independente para a cultura de Aracaju, além dos recursos federais ou emendas – que serão sempre bem-vindos, e garanto, a Funcaju vai tê-los para promover ainda mais a nossa cultura. Vamos transformar Aracaju na Capital da Economia Criativa”

 

Seja bem-vindo, Luiz Roberto e Fabiano! Com duas mentes trabalhando juntas, acredito que essa gestão vai funcionar. Aos meus 64 anos, renovo a esperança de ver meus sonhos realizados e de assistir a ações concretas para atender aos anseios da nossa classe artística e cultural em Aracaju.