Muita gente prefere não gritar, mas sim ganhar no canto, em um país onde a única certeza que se pode ter é que não se tem certeza de nada. Cantar, mais do que nunca, é preciso. Porém, o que é importante é cantar bem.

Ritmo, melodia, letra, afinação, estética, ousadia, criatividade, respeito e muita responsabilidade artística, tudo em seu devido lugar, nada mais, nada menos, são simplesmente essenciais para se ter um bom produto musical. Está sempre foi a tônica de todo o trabalho produzido por Neu Fontes ao longo de seus 42 anos de vida em comum com a música, a cultura e a arte. Um artista que se preocupou em construir caminhos para sua música e para a cultura sergipana.

Da janela de sua casa em Aracaju, ele consegue ouvir os sons das casas de jazz da Bourbon Street em Nova Orleans e os cantos das Taieiras em Laranjeiras. Neu Fontes, aos 63 anos de idade, já se despiu de todos os preconceitos e permite que todos os sons cheguem até ele.

Neu Fontes começou sua vida artística aos 9 anos de idade, estudando no Conservatório de Música de Sergipe. Tendo como professor João Pires Argollo, ele participou de festivais, gravou diversos discos e produziu tantos outros. Compositor nato, ele fez mais de 600 canções. Parceiro de diversos letristas e poetas, ele encontra grande apoio em seus colaboradores para continuar compondo, incluindo Alexi Pinheiro, Rubens Lisboa, Jorge Lins, Nery, Mingo Santana, Jorge Lins, Kleber Melo, Jozailton Lima, Lula Ribeiro, Djalma Oliveira. Amorosa, Carlos Caué, Raquel Delmondes entre outros.

Sua influência musical inclui os sons de Bob Dylan, Paul Simon, Ivan Lins, Alcides Melo, Elis Regina, Marines, Dominguinhos, Gilberto Gil e, atualmente, Mestrinho, Saulo Ferreira, Alberto Silveira, Vanessa da Mata, Ricardo e Rebeca Vieira, The Baggios, Alisson Coutto e Vander Lee.”