Olá, gente boa!

Nesses tempos sombrios de crescimento do fascismo e da intolerância, onde psicopatas saem dos manicômios direto pra candidatura a cargos públicos e liberam na sociedade o que há de mais primitivo – a destruição –, a regra parece ser acabar com tudo e todos que pensam diferente. E no meio desse caos, volta e meia me perguntam: “O que é arte? Pra que serve? Só querem viver às custas do nosso dinheiro!”

Pois bem, vamos lá. Como posso aceitar essas perguntas sem rir ou chorar? Como já dizia Ernest Fischer, “O artista é a voz da sociedade”. A arte é expressão pura, comunicação de ideias, emoções e novas perspectivas. O artista é um ser social que sente o mundo na pele e transforma isso em criação. Ele traduz nossas alegrias, angústias, problemas e esperanças. Talvez seja por isso que essa gente odeia tanto os artistas: porque eles fazem pensar! Gente que, ironicamente, pode ser homofóbica e gay, racista e preto, ou até mesmo se achar Deus sendo apenas humano.

A arte é essencial pra formação intelectual, abre os olhos, transforma e salva vidas desde que o mundo é mundo. Sempre esteve presente na formação cultural dos povos, nascendo da necessidade de adaptação e transformação. Com sua magia e ludicidade, ela alimenta nossas almas. Mas não se engane: a arte não está aí só pra ser bonita ou decorativa. Ela carrega a visão de mundo do artista, o que ele sente e vive. É a arma pra construir o futuro!

Hoje, essa função social da arte se torna cada vez mais crucial. O artista não só representa a sociedade como também alerta: se não cuidarmos, a luz no fim do túnel apaga de vez.

Fischer já dizia em 1987: “A tarefa do artista é expor ao público o significado profundo dos acontecimentos, fazer entender as relações essenciais entre o homem e a natureza, e entre o homem e a sociedade”. Mas o que temos?

Esses poderes extremistas, além de combaterem a arte e a cultura tradicional, estão tentando se apropriando delas para espalhar o mal, a discórdia e o ódio contra as minorias, visando exclusivamente o lucro econômico e político. A Arte não tem lado sombrio isso pertence ao ser humano. A arte é o espelho da humanidade, não a sua distorção. Quando usada para disseminar o ódio, perde sua essência, pois sua verdadeira função é unir, refletir e construir.

Arte vem do latim “ars” e significa habilidade, capacidade de manifestação cultural. Em 1911, Ricciotto Canudo criou o Manifesto das Sete Artes e, em 1923, classificou oficialmente: música, dança, pintura, escultura, teatro, literatura e cinema. Mas a arte não para! Com o tempo e as novas tecnologias, vieram a fotografia, HQs, games, arte digital, moda, e movimentos como o Hip Hop, que reúne grafite, dança, poesia, música, estilo e teatro. A arte está viva e se reinventando a cada dia!

Diante disso, é imprescindível que a gestão pública compreenda e valorize a arte e a cultura não apenas como expressões artísticas, mas como pilares estruturais para o desenvolvimento social e econômico de um país. E o que o poder público pode e deve fazer? Fomentar a arte! Garantir espaço, incentivo e respeito. A cultura e a arte não são supérfluos, são base pra uma sociedade mais crítica, humana e livre. E existem caminhos concretos pra isso:

Leis de incentivo: “Leis como a Rouanet e a Aldir Blanc são fundamentais, mas precisamos de incentivos locais eficazes, garantindo que os recursos cheguem de verdade aos artistas e produtores culturais.”

Na Educação, “É essencial incluir nas escolas disciplinas que ensinem e valorizem a arte e cultura local, para que nossas crianças e jovens conheçam e respeitem suas próprias raízes.”

Festivais e mostras: Incentivar eventos culturais para valorizar artistas, estimular a produção e dar visibilidade à diversidade artística local. Apoiar quem realiza.

Espaços públicos para cultura: Reformar e criar centros culturais, teatros, galerias e casas de cultura, onde artistas possam ensaiar, expor e se apresentar.

Fomento ao empreendedorismo cultural e a Economia Criativa: Criar programas de formação para que artistas possam se profissionalizar e viver da sua arte, conectando cultura e economia criativa.

Formação e Qualificação: A formação artística é a base para fortalecer a cultura e a economia criativa. Criar a primeira Escola Técnica de Arte e Cultura em nosso estado é investir no futuro, garantindo que artistas tenham qualificação, oportunidades e reconhecimento. Com cursos técnicos, oficinas e vivências práticas, podemos profissionalizar talentos, fomentar a identidade cultural local e gerar renda. Cultura não é só expressão, é também trabalho, e merece ser levada a sério.

Não há sociedade livre sem arte. Não há cultura viva sem artistas. E não há futuro sem cultura. A arte é resistência, identidade e transformação.

Se deixarmos, eles vão matar nossa arte, nossa cultura e nossa liberdade. Tá na hora de resistir e agir.