Olá, gente boa!
Sou aracajuano de coração e alma, nascido na Rua Divina Pastora, no centro da cidade, em 30 de abril de 1960. Filho de Irineu Fontes e Susete Fontes, vim ao mundo cinco anos após as comemorações do centenário da nossa querida Aracaju. Naquela ocasião, foi realizado um concurso para escolher o hino do centenário da cidade. O vencedor foi Sales de Campos, com música do professor José de A. Feijó. Em segundo lugar, ficou a letra do poeta João Freire Ribeiro, musicada pelo professor Alfeu Menezes. O hino foi gravado por Ernani Dantas em Recife, nos estúdios Mocambo. Aqui em Aracaju, nos estúdios de José Orico, também foi gravado um dobrado composto e interpretado por Vilermando Orico, um talento mirim de apenas 11 anos, que se destacou na cena musical sergipana da época e contava com dois fã-clubes na cidade. Sempre elegante, vestido de paletó de veludo, gravata borboleta e lenço, Vilermando era a sensação da música local no ano do centenário.
Nas mesmas comemorações, outra figura marcante foi Aglaé D’Avila Fontes, eleita Miss Centenário, reforçando a conexão entre a história da cidade e sua rica cultura. Sou apaixonado por cada uma dessas histórias. Cresci em uma família de classe média alta, rodeado de regalias e vivências que me permitiram conhecer profundamente Aracaju. Meu pai, um homem pioneiro, trouxe para a capital a primeira antena de retransmissão de imagens de TV, além de comercializar os primeiros aparelhos de televisão, representando a marca americana Empire. Nossa casa vivia movimentada, recebendo artistas, políticos, empresários e amigos, sempre envolvida nas transformações culturais e tecnológicas da cidade.
Minha educação foi marcada por instituições que moldaram minha formação e meu amor pela cidade. Estudei no Jardim de Infância Augusto Maynard, no Arquidiocesano, no Colégio Graccho Cardoso e no Salesiano. Na casa do meu avô, José Domingues, tive o privilégio de conhecer a nata da boemia musical aracajuana: João Argolo, Carnera, Carvalhal, João Moreira, João Melo, Guaracy, Inácio, Zé Peixe, entre tantos outros. Cresci ouvindo histórias de minha bisavó, Noemi Brandão, e muitas conversas com meu Tio José Calazans e, no fundo, sempre quis ser alguém que pudesse contribuir para o crescimento e a identidade cultural da nossa cidade.
Compus várias canções declarando meu amor por Aracaju, dou sempre que posso minha contribuição, e, a cada aniversário, me emociono e renovo meus pedidos a Deus, aos orixás e às pessoas de boa vontade: que pensem mais na nossa cidade! Aracaju tem sua maior riqueza em sua gente, sua cultura e sua tradição. Que possamos cuidar dela com respeito e dedicação, valorizando o que temos de melhor. Que os outros cuidem de si mesmos, e nós cuidemos de nossa cidade!
Viva Aracaju!
