Olá gente boa,

Vinicius de Moraes disse certa vez: “Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles”.

Tenho poucos amigos, mas sou profundamente dedicado a essas amizades. São eles que me fazem sentir vivo, me inspiram a buscar o melhor e a manter um sorriso constante no rosto. Dos meus amigos, metade é tão louca quanto eu, e a outra metade é aquilo que nos tornamos juntos.

Às vezes, percebo que meus amigos não se enxergam no meu círculo de amizade, porque raramente expresso explicitamente o quanto são importantes para mim. Talvez eles duvidem disso. Prefiro não sobrecarregá-los com meus problemas, mas sim oferecer soluções. Se eles não aparecem, entendo que estão ocupados, e eu apenas espero que tudo se resolva. Estou sempre pronto para apoiá-los, para estar ao lado deles de corpo e alma quando precisarem.

Sinto uma grande felicidade por essas amizades, construídas ao longo de toda uma vida. Sei que sou uma pessoa difícil, com meu orgulho e teimosia, mas há uma linha que nunca cruzo: não estou disposto a perder nenhum amigo. Se necessário, recuo, reconsidero e mudo o curso da jornada. A amizade é sagrada, não está sujeita a condições ou obrigações. Sou mais leal aos meus amigos do que aos meus amores. Quero que eles sejam felizes, porque a felicidade deles é parte da minha própria felicidade.

São seres queridos e singulares, cada um com sua própria identidade e perspectiva. Descobri que não tenho amigos adultos chatos; alguns são metade criança e outros metade velhice. Há aqueles que ainda valorizam as madrugadas para contemplar um nascer do sol e outros que nunca perdem o entusiasmo pela vida, compartilhando boas gargalhadas sem pressa que o tempo passe.

Hoje é um dia especial, pois um desses amigos está sendo empossado como membro imortal da Academia Sergipana de Letras. Ezio Déda, brilhante poeta, escritor, arquiteto, realizador, empreendedor e gestor cultural, é um dos gênios do nosso país. Ele é autor de obras notáveis como ‘Árvore de Folhas Caducas’ (2001), apresentado pela cantora Maria Bethânia, e ‘A Casa das Ausências’ (2010), uma obra que combina literatura, design, dramaturgia e música.

Hoje é um dia de celebração não apenas para Ezio, mas também para a Academia, que ganha um acadêmico capaz de enriquecer e modernizar a instituição que abriga os grandes intelectuais do nosso estado. Estou verdadeiramente feliz pelo meu amigo!