Olá, gente boa!
Há pouco mais de um mês, a convite do Secretário Valadares Filho e do Governador Fábio Mitidieri, estamos trabalhando na recriação e estruturação da nova Secretaria Especial de Estado da Cultura de Sergipe. Desde então, temos recebido o apoio integral de diversos órgãos do Governo — a exemplo da SEDUC, SEPLAG, SEPLOG, Casa Civil e, especialmente, da FUNCAP — que vêm contribuindo com ações administrativas fundamentais: da definição do espaço físico, ao fornecimento de materiais de trabalho, nomeações de equipes técnicas, treinamentos e acesso às informações necessárias para garantir uma gestão eficiente e transparente.
Nesse período, já recebemos artistas, fazedores e fazedoras de cultura, produtores, gestores municipais e representantes da sociedade civil. Em parceria com o Escritório Regional do Ministério da Cultura, realizamos o “Encontro de Gestores de Cultura”, que reuniu representantes de mais de 45 municípios sergipanos. Apresentamos a nova Secretaria e dialogamos sobre as diretrizes e desafios que nos esperam. Foi um momento importante de escuta e construção coletiva.
O secretário Valadares Filho tem feito um trabalho incansável, visitando equipamentos culturais, museus, grupos tradicionais e instituições públicas e privadas, dialogando com agentes culturais de todo o estado. Um esforço que reforça nosso compromisso de construir uma política pública de cultura conectada com o povo e com o território. O governador Fábio Mitidieri tem pressa — e com razão. Ele projetou pontos estratégicos para o desenvolvimento de Sergipe, e agora é a vez da Cultura assumir o papel de protagonista.
A Secretaria de Cultura é, para mim, como uma ponte encantada que liga os sonhos dos artistas à realidade da sociedade. Ela ouve os anseios dos fazedores de cultura, articula políticas públicas para garantir respeito, acesso, diversidade e oportunidade. Ela protege, promove e apresenta aquilo que nos torna únicos: nossa história, nossa memória e nossa identidade coletiva.
Além de valor simbólico, a cultura tem também impacto concreto: movimenta a economia criativa, fortalece o turismo cultural e de base comunitária, inspira a educação, promove cidadania e transforma vidas. Uma gestão comprometida com a cultura é uma gestão que investe nas pessoas, nas suas raízes e no seu futuro.
Por isso, é fundamental lembrar que a Secretaria de Cultura não trabalha para os artistas, mas com eles. Trabalha também com os mestres e mestras da tradição oral, com os povos de terreiro, com os quilombolas, com os artesãos, com os grupos de capoeira, com as mestras rendeiras, com as juventudes periféricas, com os coletivos LGBTQIA+, com as lideranças femininas, com os guardiões dos saberes populares. Trabalha com todos que vivem a cultura, com todos que resistem através dela.
A nova Secretaria entende que políticas culturais não podem ser feitas a partir de um único olhar. É necessário garantir representatividade e diversidade. Por isso, estamos atentos às políticas de:
Patrimônio material e imaterial, com atenção à proteção dos bens tombados e ao fortalecimento dos conselhos de cultura e de patrimônio; Museus, arquivos e bibliotecas, como espaços de memória, educação e cidadania; Culturas populares e tradicionais, valorizando nossas festas, folguedos, saberes e fazeres; Afro-identidade, identidade indígena, gênero e raça, promovendo editais e ações afirmativas para garantir igualdade de acesso, voz e protagonismo; Artesanato sergipano, como expressão de identidade e geração de renda, com fomento a feiras, pontos de venda e valorização territorial; Editais públicos do MinC como o Cultura Viva, Cultura Preta, Pontos de Cultura, Prêmio Culturas Populares, Lei Paulo Gustavo e agora a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), que oferecem ferramentas importantes para a descentralização e democratização dos recursos.
Nosso compromisso é garantir que as políticas públicas de cultura sejam transversais, acessíveis e cidadãs. Cultura não é ornamento — é estrutura. E como tal, deve estar no primeiro escalão de qualquer governo.
Nosso público-alvo são, sim, os artistas e fazedores de cultura — mas também cada criança que dança quadrilha no São João, cada jovem que se encontra num palco e se reconhece num poema, cada idoso que revive suas memórias numa roda de samba ou numa tela de cinema. Cultura é feita com gente. E é feita para toda a gente.
A nova Secretaria tem como missão ser um espaço de escuta, participação e articulação. Um lugar onde a sergipanidade — esse sentimento profundo de pertencimento à nossa terra — seja respeitada, estimulada e celebrada.
Sabemos que o caminho não é simples. Mas é possível. E, com trabalho, diálogo e compromisso, vamos todos fazer da cultura uma força viva e transformadora em todo o estado de Sergipe.
