Olá gente boa,
Por muito tempo, a cultura foi tratada como adereço — enfeite de festa pronta, detalhe em discursos de ocasião. Mas tudo começa a mudar quando o então deputado federal Fábio Mitidieri tem a ideia de destinar uma emenda parlamentar para a construção do Museu do Vaqueiro, um antigo anseio da população de Porto da Folha. Dessa semente nasce o que se tornaria o maior e mais importante projeto da cultura sergipana.
Agora, com as ideias e sensibilidade do Governador e a genialidade de Ézio Deda, e através do programa Viva-SE, a cultura deixa de ser coadjuvante para subir ao palco principal da história sergipana. E mais: sobe com figurino próprio, com nosso sotaque e com a força de quem carrega a alma de um povo inteiro.
O Governo de Sergipe, por meio de uma articulação precisa entre instituições, técnica e sensibilidade, assume seu papel de maestro nesse concerto social que é governar. Com a criação da Secretaria Especial de Estado da Cultura e o lançamento do Viva-SE — composto por 16 projetos estruturantes — o Estado aposta em um modelo de desenvolvimento que valoriza a identidade, impulsiona a economia e transforma a vida das pessoas.
Sim, porque cultura:
É saúde, quando cura a invisibilidade.
É segurança, quando ocupa territórios com arte e pertencimento.
É trabalho, quando alimenta redes criativas, gera renda, movimenta mercados e abre possibilidades.
É educação, quando ensina com beleza, memória e verdade.
É turismo, quando atrai olhares, encanta visitantes e reconta histórias.
É ação social, quando acolhe, integra e empodera.
Uma revolução suave — porém profunda.
O Viva-SE não é apenas um projeto: é uma filosofia de Estado. É o reconhecimento de que Sergipe é pequeno só no mapa, mas imenso em diversidade, memória e potência simbólica. Financiado com recursos do BNDES, via operação de crédito de R$ 180 milhões aprovada na Alese, o programa é coordenado com o apoio essencial do Instituto Banese, da Secretaria Especial da Cultura, Funcap, Casa Civil (SECC), Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), Comunicação (Secom), Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE).
De Canindé a Boquim, da Atalaia a Porto da Folha, da Colina do Santo Antônio ao Centro de Aracaju, cada obra proposta é um ato de valorização. Não são apenas paredes e estruturas. São memoriais que devolvem orgulho, museus que educam com sensibilidade, casas de artesãos que fortalecem raízes, caminhos que religam fé e história, tototós que voltam a navegar como testemunhas vivas do nosso rio e da nossa gente.
Pode parecer estranho, para alguns, associar “cultura” a “modelo de negócio”. Mas esse é exatamente o salto que o Viva-SE propõe. Cultura não é gasto: é investimento. É motor da economia criativa, do turismo sustentável, de cadeias produtivas diversas. E, ao contrário das grandes indústrias, redistribui renda com capilaridade, alcançando os territórios mais esquecidos, os artistas mais invisíveis, os mestres populares que carregam saberes centenários nos olhos, nas mãos e na voz.
E aqui se planta o mais simbólico dos frutos: o sentimento de pertencimento. Essa sergipanidade que pulsa forte, mas que tantas vezes foi abafada por modelos importados e por políticas que não enxergavam no vaqueiro, no artesão, no forrozeiro, no canoeiro, no artista do interior o valor imenso que eles têm.
O Viva-SE já é — e será cada vez mais — um exemplo de que é possível fazer governança com alma. De que é possível alinhar planejamento técnico, responsabilidade fiscal e sensibilidade cultural. É possível — e urgente — compreender que a cultura não é um apêndice, mas eixo transversal das políticas públicas. O projeto já nasce multidisciplinar: envolve turismo, urbanismo, educação, meio ambiente, assistência social, infraestrutura e muito mais. Um verdadeiro pacto pela transformação.
O Governo de Sergipe, sob a liderança de Fábio Mitidieri, ao assumir essa visão, atinge o topo de sua responsabilidade com o povo. Não apenas porque constrói obras, mas porque constrói sentido. Porque transforma espaços em lugares de memória. Porque transforma o passado em caminho para o futuro.
E se há algo que emociona profundamente, é ver — enfim — um governo que acredita na cultura como direito, como motor, como ponte. Um governo que aposta na força do seu povo, não como retórica, mas como modelo real de desenvolvimento. É assim que acredito, é assim que torço.
Com o Viva-SE, Sergipe começa a viver-se de verdade. A reconhecer-se. A espelhar-se em sua própria grandeza. Porque um povo que investe na sua cultura é um povo que não aceita ser pequeno, nem calado, nem esquecido.
E, como sempre sonhei, a cultura finalmente assume seu papel de condutora de sonhos, de realidades e de futuros. Que este programa seja semente. Que seja exemplo. Que seja o início de uma virada. A cultura não é só o circo. É também o pão. Porque quando a cultura vira centro, todos ganham. Viva-se!
