Olá, gente boa!
Uma das coisas mais importantes que aprendi com minha mãe, dona Susete, é que temos muito pouco tempo nesta vida. E esse tempo precisa ser dedicado ao cuidado — com a gente mesmo e com quem amamos. Cuidar com amor, com carinho, com compreensão… com empatia. Essa palavrinha tão bonita que virou moda nessa nossa civilização digitalizada, mas que, na essência, ainda é pouco praticada.
E do que se trata, afinal, a empatia? É a capacidade de compreender e compartilhar os sentimentos do outro. É colocar-se no lugar da pessoa para entender suas dores, alegrias, silêncios e caminhos. Não é sobre julgar, nem sobre meter o bedelho, nem sobre opinar sem ser chamado. É entender sem querer corrigir, sem se intrometer, sem esquecer da própria caminhada tentando controlar a dos outros.
Quando escrevo, escrevo sobre mim. Sobre as minhas histórias, vividas sob a minha pele, com minha perspectiva de mundo, meu olhar, minha memória. Escrevo porque quero, porque preciso escrever. Escrevo para ser lido, claro — mas sem a preocupação de agradar ou de ser qualquer coisa além do que já sou. E para mim, principalmente para minha mãe e para as minhas mulheres lindas — minha esposa, minhas filhas, minha neta e meu neto — eu sou o lindão da casa. E isso já me basta.
Sou artista. Cantor, compositor, produtor, músico, publicitário, gestor público… até me chamam de escritor. Mas acima de tudo, sou sergipano da gema. Nascido em Aracaju, com raízes em Estância, amores em Laranjeiras e paixões por Aguada, Japaratuba, Tobias Barreto, Lagarto, Divina Pastora… Sou apaixonado pelo meu Sergipe e por tudo que pertence a ele. Sua cultura, sua arte, sua gente talentosa, suas comidas, seus cantos e recantos. Sou um amante dessa terra — e não abro mão dela, jamais.
É por isso que, a cada texto, falo desse amor. Do meu jeito, com minhas vivências, com minhas alegrias e inquietações. Fico feliz só de escrever. Mais feliz ainda quando recebo respostas — boas ou ruins, tanto faz. São respostas. E como disse antes, não escrevo para agradar, escrevo para informar, provocar, enaltecer o que temos de melhor: nossa gente, nossa cultura.
Falo da música, da cultura popular, do folclore que tanto amo. Falo do teatro, da dança, das artes visuais, da literatura. Falo dos artistas que fazem a cena pulsar. Das minhas referências, das referências das minhas referências e dos novos que, um dia, serão referências para outros. Isso significa que não começamos nada do zero. Somos continuação. Seguimos adiante com o nosso talento e a nossa estrada.
A cada artigo, a cada pensamento, deixo histórias, nomes, lugares e muito talento para quem quiser ver além do próprio umbigo. Para quem quiser enxergar o que não se vê de olhos baixos, para além da nossa visão curta — quando não queremos ou não aprendemos a olhar.
No primeiro artigo “A Arte que me Habita”, compartilhei um pouco da minha casa, das obras de arte que me cercam e das condições que tive para tê-las. Obras de artistas sergipanos que admiro profundamente. Mas claro, existem muitos outros artistas maravilhosos cujo trabalho ainda não pude adquirir — ou, quem sabe, ainda não conheci como gostaria.
Como queria ter o conhecimento, o olhar e o bom gosto de Mário Britto ou de Marcos Marcelo! Uma inveja boa, daquelas que inspiram. Quem sabe assim eu pudesse estar cercado das obras de Jordão de Oliveira, Zé de Dome, Zeus, Raymundo Vieira, Álvaro Santos, Elias Santos, Félix Mendes, Joel Dantas, Joubert Moraes, Cláudia Toscano, Rui Andrade, Ana Denise, Dayse Andrade, Larissa Vieira, Sabrina Silva, Vinícius Tavares, Breno Loeser, Davi Santos (Calunga), Aline Viana, Juliana Almeida, Fábio Salmeron, Gil Apolinário, Alef Freire, Thiago Quintinho, Tábata Machado, Alcosa, Wécio Grillo, Mariana Feitosa, Edidelson, André Peruca, André Tunes, Néris de Santana, Gladston Barroso, Ará, Anselmo Rodrigues, Antonio Soares, Abraão Andrade, Pedro Boeira, , Helio Leoderio, Geronimo, Calvero, Paulo Hora, Carmen Carvalho, Raniel, Silas, Vitor Fabiano, Rafael Alcântara, Pinto Santeiro, Kininho, Taty Lima, Bio G, Giu, Augusto Cesar, Cauê Mathias, Nivaldo Oliveira, Seu Tonho, Gilda… Quem sabe um dia?
A arte me embriaga. Me deixa leve de alma, inteiro de espírito. É assim que enfrento a vida. É assim que sei viver. E como diria o canto popular:
“Pisa maneiro, pisa maneiro…Quem não pode com a formiga, não assanha o formigueiro!”
