Olá, gente boa!
Recentemente, fui acusado de ser comunista.
Então perguntei:
— Comunista ou socialista?
O acusador não soube responder. A besta-fera nem sequer sabia se havia diferença entre uma coisa e outra. Mesmo assim, repetiu aquela velha frase pronta:
— Vá morar na Venezuela!
Dei uma gargalhada. É curioso como algumas pessoas falam tanto de liberdade e democracia, mas não hesitam em apoiar ditadores quando eles servem aos seus interesses.
Em pleno 2026, enquanto o mundo enfrenta mudanças climáticas, guerras, fome, desigualdade, violência e o risco permanente de novas catástrofes, ainda existe gente querendo nos levar de volta ao tempo das cavernas, onde apenas os mais fortes sobreviveriam.
E tenho uma notícia ruim para os arrogantes: somente arrogância e ignorância não garantiriam a sobrevivência de ninguém.
Às vezes penso que, se essas pessoas ouvissem boa música, lessem bons livros e conhecessem um pouco mais da história, talvez não pensassem assim. Mas muitas preferem permanecer aprisionadas em conteúdos ruins, discursos fáceis e mentiras repetidas até parecerem verdades.
Vivemos numa época em que organizações criminosas já não querem apenas lavar dinheiro: querem influência, prestígio e poder. Para isso, aproximam-se de artistas medíocres, gestores corruptos, empresários inescrupulosos e de todos os que estejam dispostos a vender sua imagem e sua consciência.
Temos ainda as empresas de apostas, que lucram com a fragilidade de um povo que nem sempre teve acesso à educação e às oportunidades. Influenciadores, atletas, jornalistas, artistas e até políticos usam seu poder de persuasão para vender a ilusão da riqueza fácil e de uma vida perfeita. Enquanto poucos enriquecem, milhares perdem dinheiro, esperança e dignidade.
Por isso, respondo com tranquilidade: sou, sim, socialista, porque acredito que precisamos reduzir as desigualdades sociais. E também acredito no sonho de uma sociedade em que a riqueza não seja privilégio de poucos, os bens sejam administrados em favor da coletividade e ninguém seja condenado à miséria para que outros acumulem fortunas.
Não tenho vergonha de defender justiça social. Vergonha eu teria de achar normal alguém passar fome enquanto poucos concentram quase tudo.
Reduzimos o nosso país a uma disputa entre os que gostam e os que não gostam, como se a política fosse um campeonato de futebol, com torcidas organizadas, fanatismo e brigas. Enquanto isso, deixamos de pensar no bem de todos.
Há “patriotas” dispostos a entregar o país aos interesses de outras nações. Pessoas que comemoram números negativos apenas para culpar o governo e não querem saber que o Brasil vive o melhor momento de sua historia. Gente que nunca assume os próprios erros e sempre tenta atribuir aos outros suas atitudes equivocadas — muitas vezes, até corruptas.
E ainda existem homens e mulheres que nunca fizeram nada para melhorar a vida do povo, mas agora aparecem querendo representá-lo.
A eleição está chegando. O Brasil conseguiu se reerguer depois de um período doloroso, marcado por uma pandemia e por um governo que, na minha opinião, mostrou-se incapaz de enfrentar com responsabilidade os maiores problemas do país. Não podemos permitir que o ódio, a incompetência, o desprezo pela ciência e a indiferença diante da morte voltem a comandar o Brasil.
Quem cometeu crimes deve responder à Justiça. Quem fracassou politicamente deve ser levado ao ostracismo pelo voto popular.
O poder está em nossas mãos.
Precisamos afastar aqueles que não funcionam, que nunca fizeram nada ou que só aparecem em época de eleição. E devemos permitir que continuem aqueles que trabalham, apresentam resultados e demonstram compromisso verdadeiro com a população.
Antes que me perguntem quem são os meus candidatos, faço um convite: pesquisem. Conheçam a trajetória de cada um. Observem o que fizeram antes de pedir o seu voto. Não se deixem convencer apenas por discursos, vídeos bem produzidos ou promessas bonitas.
Eu já comecei a fazer meu dever de casa.
Sou progressista, socialista e comunista. Mas também sei reconhecer bons nomes, independentemente do partido ou da corrente política. Digo com clareza que voto em Lula em Fábio Mitidieri e Edvaldo. Também posso votar em Elber Batalha, Fabiano Oliveira, Luciano Bispo ou Zezinho Sobral.
Quanto às escolhas finais, o voto é secreto — e ainda tenho tempo para observar, pesquisar e decidir.
Faça o mesmo.
A eleição não pertence aos políticos.
O momento é nosso.
