Olá gente boa,

Essa semana foi o aniversário de um cabra que conheço desde menino. Eu, aos 65, ele agora com 49 — uma diferença que, lá atrás, parecia imensa. Quando ele nasceu, eu já tinha 17 anos e começava a entender o mundo. Filho de um dos políticos mais habilidosos e respeitados de Sergipe, não tinha muito para onde correr: a política já morava na veia. Mas, dividido entre o amor pela vaquejada e o chamado da vida pública, deu um jeito de abraçar os dois caminhos com naturalidade. Falo do nosso governador, Fábio Mitidieri.

Acompanhei o crescimento daquele garoto que virou liderança. Foi Secretário de Esporte de Aracaju, depois Vereador. Trabalhei em sua campanha para Deputado Federal, ao lado de Luciano Bispo, e vi nascer ali uma liderança estadual firme, consciente do legado do pai, Luiz Mitidieri, mas com passos próprios — como quem escuta Gonzaga cantar “Respeita Januário” e entende o peso da história sem deixar de escrever a sua.

Nossa aproximação se fortaleceu quando eu estava na Secretaria da Cultura. Em Brasília, por diversas vezes, o então deputado não media esforços para me acompanhar em reuniões, abrir portas e ajudar a colocar a cultura sergipana na pauta de discussão nos mais diversos ambientes. Sempre cortês, atento, interessado nas ideias e disposto a colaborar.

Hoje, aquele menino é o governador de Sergipe. E vem realizando um governo consistente, com trabalho em todas as áreas. Desde o início, assumiu o compromisso de devolver ao Estado a sua Secretaria da Cultura e de colocar a cultura como protagonista do desenvolvimento. O caminho está sendo construído — basta acompanhar o que vem sendo feito no Viva-SE para perceber que há propósito, planejamento e ação.

Mas esta escrita não é apenas sobre o governador. Escrevo porque minha mãe, Dona Susete, pediu.

Ela quis que eu registrasse que, por trás de todo cargo, existe um ser humano — com sentimentos, preocupações e gestos que marcam vidas. Quando soube do aniversário de Fábio e também da sua internação, me ligou imediatamente e pediu que eu lhe desejasse pronta recuperação, que voltasse para casa e para sua família, assim como ela mesma voltou esta semana.

Na sexta-feira de Carnaval, precisamos interná-la às pressas, com um quadro de infecção. Hoje, graças a Deus, está em casa, bem, disposta, firme nos seus 87 anos. E nesse momento difícil, Fábio, Zezinho Sobral e amigos queridos se preocuparam, deixaram seus compromissos para nos dar atenção, conforto e apoio. Isso não se esquece.

Por isso venho aqui, em nome de Dona Susete e de toda a nossa família, expressar nossa mais sincera gratidão. Gratidão pelo cuidado, pela presteza, pelo olhar humano que muitas vezes não aparece nos discursos, mas aparece nas atitudes.

Governador, receba nosso carinho, nosso agradecimento e nossos votos de plena saúde. Conte conosco. Porque sabemos da sua intenção, da sua dedicação e da sua humanidade.

Com afeto e respeito,

Neu Fontes